sexta-feira, 10 de abril de 2020

Relacionamento Aberto com o Medo


O aumento da auto estima vem me afastando de velhos medos corriqueiros.
É uma liberdade estar em momentos assim. Quando 1, 2, 5, 27 dias começam a passar, dá pra sentir os receios indo embora como espinhas que saem do rosto.

Assim vem a possibilidade de estar saudável e finalmente ter mente para conseguir o quero: 
uma vida social, tato social, um amor casual, um toque não esbarrado, normal...

O que nos acontece então é que, igual filme, na vida sempre tem um novo conflito pra manter a audiência
engajada. Pois bem, graças a isso, essa boa notícia vem acompanhada de novos medos, receios.

As pessoas são água, umas vão ser sólidas, outras líquidas, isso pelo bem da pluralidade
e livre arbítrio nosso de cada momento. 

Vou além e digo que não somos apenas líquidos na vida, na sociedade contemporânea, somos a mudança de estado, somos o tornar diferente. Somos a ebulição, o processo de solidez.
Nisso está pautada a minha insegurança para com relacionamentos. As pessoas mudam, enjoam.
Essa é a regra. Ninguém prima igual nas coisas mesmas eternamente.

E observar os meus irmãos e replicadas não exatas deles nos filmes criaram essa base para essa minha falta
de confiança.
Homens cativantes, cheios de si(não num sentido ruim), desenrolados em todos os aspectos da vida,
eloquentes com estranhos, amigos ou com línguas molhadas de mulheres arrebatáveis, seja lá o que você entender por arrebatável. 

Vê-los manuseando-as como peças de um quebra cabeça.
A sedução sendo aplicada de forma satisfatória. Não por causa de regras de coachs contemporâneos, mas somente pela naturalidade de quem apenas sabe, aprendeu enquanto vivo.

É a ideia de que no geral a mulher têm gatilhos que quando bem ativados fazem o corpo fluir, o sangue esquentar e qualquer clima amornar?

Mas não temos isso todos nós humanos?

A questão é que eu fui criado refém da imagem que o homem deve seguir. Infelizmente eu não possuo
tal imagem. Sou o contrario disso.
Logo, seria quase regra(hipérbole) que eu seja o causador de tédio em parceiras. Fora esse motivo que poderia ser o causador de me trocarem, há o fato da comparação. O que eu faço se aparecer alguém mais algo do que eu?
Não posso fazer nada se isso acontecer, ninguém pode. 

Mas como poderia eu não ter os gatilhos perfeitos pra isso, para ser passível de traírem-me? 
O galante que chegar nela seria facilmente mais do que eu. E se for e a traição vier. Esse é o problema.
Todo a mentira, situação que isso causa. Arh.


Esse medo me fez pensar mais sobre relacionamentos abertos. A escolha perfeita pra quem teme a traição.
É o que vem a minha mente há um tempo. Só o desapego de alguém, ou melhor, o nunca apegar-se seria
o melhor remédio contra todo esse medo.

Por que assumiria algo que eu tenho grandes chances de fracassar ao invés de ter os benefícios sem 
o medo da enganação?

O medo me faz querer aceitar que ter um relacionamento aberto seria o ideal pra alguém com tão poucas
qualidades.


Nenhum comentário:

Postar um comentário