quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
Intento Ao Epitáfio
"Eu tive uma vida feliz e agradeço ao senhor. Adeus e que deus abençoe a todos!"
Apesar de não ter uma trajetória tão rica e controversa quanto a de Chris McCandless, essa sua frase, sua última, servirá muito bem para meu uso aqui. Apesar de tudo, tive uma vida muito boa, cheia de oportunidades e apoio.
Quero deixar claro que os motivos e causas das minhas últimas intenções e ações não são, em em nenhum grau, produto de variáveis externas. Tudo partiu de questões internas que cultivei, colhi, estraguei, replantei, isolei, esqueci, relembrei e agarrei.
Mais uma vez: eu fui o gatilho de todos esses verbos.
Com essa atitude egoísta e tola deixo pra traz muitas pessoas extremamente importantes para que eu chegasse onde cheguei com todos as ideias e qualidades que possuí.
Tive tudo de meus país. Se pudesse nascer de novo pediria os mesmos com todas as qualidades e defeitos, sem tirar nem por. Impossível contabilizar o quão maravilhosos eles foram.
E creio que sempre procurei ao máximo valorizar isso. Nunca os exigi nada, sempre os assisti sem reclamar e mesmo com ocasionais brigas e discussões inevitáveis, fui um filho bom. Me pego agora falando mais de mim do que deles, meio egoísta? Não, muito. Todo esse trabalho aqui é.
TODOS, sim, todos os irmãos. Tenho uma enorme gratidão a eles(Parece ridículo falar de gratidão em um epitáfio planejado). Com cada um eu aprendi muito e fui, também, muito beneficiado. Todas as horas gastas, todo o dinheiro gasto, todo a paciência gasta. Todo amor cedido. Obrigado!
Poderia exemplificar ótimas lembranças com cada um deles, mas me guardo aqui a esse agradecimento aos 4.
A todos que tive o prazer de chamar de amigos, lhes ofereço esse mesmo agradecimento: Obrigado!
Não citarei nomes porque é inviável citar todos aqui. A maioria desses cruzaram caminhos comigo por causa da vida acadêmica e ela não seria tão boa como foi sem vocês, alunos e professores. Pela grande convivência foram muito importantes na minha formação e não esquecerei isso.
Gui, Jr desculpe por não ser tão amigo.
E estendo essas desculpas a todos que já conheci na vida. Aprendam com os erros dos outros, aprendam com o meu erro. Errei comigo e me guiei até aqui.
Se é que tenho crédito para pedir algo, peço que respeitem a todos e todas.
A única coisa relevante sobre mim que compartilharia com vocês se pudesse seria a ausência de picuinhas e preconceitos tolos.
sábado, 15 de fevereiro de 2020
Eu Vou Começar Por Mim
Todo mundo conhece um medíocre quando vê um. É explicito, inafiançável, podre.
E apesar de ser uma pessoa observadora, não no sentido de prestar atenção unicamente, mas observar e refletir e questionar sobre as coisas, não tinha reparado a MEDIOCRIDADE que não só rondava, assim como preenchia a minha pessoa. Estava oculto e a céu aberto, estava trancado em uma caixa transparente.
Precisa-se saber que repito essa afirmação, que sou um medíocre, entre outras, para mim mesmo com uma certa frequência. O que além de ser contraditório lhe faz me perguntar onde está a surpresa ou a novidade já que se tratava de um fato verbalizado diária e sagradamente.
Aí está o ponto, não era um FATO. Como 90% do que uma pessoa deprimida fala é, claro, com suas várias causas e graus diferenciados, inegavelmente irreal. Assim se caracterizava a minha dor verbalizada.
Não era uma conclusão orquestrada objetiva e racionalmente, era apenas uma ilusão auto sabotativa inventada por excesso de ausência de estima própria e, óbvio, felicidade.
As manias são hábitos quase... na verdade... não, não quase. São 100% presentes em 100% das pessoas. É capaz realmente de existir alguém que não tenha uma mania repetitiva, um rito sempre visitado, seja ele inofensivo, prejudicial ou whatever?
Creio ser impossível. Mas, não sei se fica claro que não falo de hábitos humanamente mundanos, como por exemplo, o de usar aquele importante órgão do corpo humano: a escova de dentes. Os hábitos que falo são aqueles não necessários a sobrevivência e felicidade humana.
E nada melhor do que a abstinência de compaixão consigo mesmo pra criar ritos ou hábitos negativos para serem mecanicamente repetidos. Como um réu que se encontrasse preso em um loop temporal, sendo obrigado a ouvir repetidamente um juiz ler a sua sentença capital.(O que pensando agora, na realidade, me parece algo até bom: Apenas ouvir a sentença e nunca poder chegar no dia da execução. A menos, é claro, que ele só volte para o início do loop após ser executado. Levando em consideração que o fatídico dia pode levar anos até acontecer, aí sim séria um grande tormento.)
Portanto, como estar inserido nesse contexto e saber o que é realidade do que é fantasia? Se estivermos em uma realidade controlada, como podemos saber, como identificar?(Dica: não através de teóricos do youtube). Você não consegue entender algo sem um distanciamento. A velha máxima que gente apaixonada não vê defeitos e cagadas por estar inserida nessa cena é uma realidade com grande credibilidade. Tão plausível quanto é que apenas o expectador externo à relação pode ter um verdadeiro entendimento do que é real. É fácil ver essa situação quanto vemos mães indignadas com atitudes todas de personagens apaixonados de novelas. Ela entende o bobo da situação, mas provavelmente pode ter feito o mesmo no decorrer da vida.
O apaixonado ou o deprimido, está sempre cego as coisas a sua volta.
Pois bem, nesse dia consegui me alimentar da realidade, não apenas engolir, mas saborear cada ingrediente separadamente e em conjunto dessa minha mediocridade. Pude, então, entender o que eu sentia e como vivia, agora, sem uma emoção para distorcer ou aumentar. Não era mais a repetição de um mantra de tristeza, era um estudo do que se passava comigo.
Agora podia repetir conscientemente, usando provas e tudo mais que, sim, eu sou um medíocre.
E apesar de ser uma pessoa observadora, não no sentido de prestar atenção unicamente, mas observar e refletir e questionar sobre as coisas, não tinha reparado a MEDIOCRIDADE que não só rondava, assim como preenchia a minha pessoa. Estava oculto e a céu aberto, estava trancado em uma caixa transparente.
Precisa-se saber que repito essa afirmação, que sou um medíocre, entre outras, para mim mesmo com uma certa frequência. O que além de ser contraditório lhe faz me perguntar onde está a surpresa ou a novidade já que se tratava de um fato verbalizado diária e sagradamente.
Aí está o ponto, não era um FATO. Como 90% do que uma pessoa deprimida fala é, claro, com suas várias causas e graus diferenciados, inegavelmente irreal. Assim se caracterizava a minha dor verbalizada.
Não era uma conclusão orquestrada objetiva e racionalmente, era apenas uma ilusão auto sabotativa inventada por excesso de ausência de estima própria e, óbvio, felicidade.
As manias são hábitos quase... na verdade... não, não quase. São 100% presentes em 100% das pessoas. É capaz realmente de existir alguém que não tenha uma mania repetitiva, um rito sempre visitado, seja ele inofensivo, prejudicial ou whatever?
Creio ser impossível. Mas, não sei se fica claro que não falo de hábitos humanamente mundanos, como por exemplo, o de usar aquele importante órgão do corpo humano: a escova de dentes. Os hábitos que falo são aqueles não necessários a sobrevivência e felicidade humana.
E nada melhor do que a abstinência de compaixão consigo mesmo pra criar ritos ou hábitos negativos para serem mecanicamente repetidos. Como um réu que se encontrasse preso em um loop temporal, sendo obrigado a ouvir repetidamente um juiz ler a sua sentença capital.(O que pensando agora, na realidade, me parece algo até bom: Apenas ouvir a sentença e nunca poder chegar no dia da execução. A menos, é claro, que ele só volte para o início do loop após ser executado. Levando em consideração que o fatídico dia pode levar anos até acontecer, aí sim séria um grande tormento.)
Portanto, como estar inserido nesse contexto e saber o que é realidade do que é fantasia? Se estivermos em uma realidade controlada, como podemos saber, como identificar?(Dica: não através de teóricos do youtube). Você não consegue entender algo sem um distanciamento. A velha máxima que gente apaixonada não vê defeitos e cagadas por estar inserida nessa cena é uma realidade com grande credibilidade. Tão plausível quanto é que apenas o expectador externo à relação pode ter um verdadeiro entendimento do que é real. É fácil ver essa situação quanto vemos mães indignadas com atitudes todas de personagens apaixonados de novelas. Ela entende o bobo da situação, mas provavelmente pode ter feito o mesmo no decorrer da vida.
O apaixonado ou o deprimido, está sempre cego as coisas a sua volta.
(Agora sinto uma grande sensação de inutilidade. Pra que todo essa escrita para dizer o (simples e no final ainda nem fazer sentido? Como eu repetia diariamente e não via diariamente?)
(Eu sempre me enojo da própria escrita no final da mesma. Mas, continuemos, se é que não me meti em um labirinto de inutilidade.)
Pois bem, nesse dia consegui me alimentar da realidade, não apenas engolir, mas saborear cada ingrediente separadamente e em conjunto dessa minha mediocridade. Pude, então, entender o que eu sentia e como vivia, agora, sem uma emoção para distorcer ou aumentar. Não era mais a repetição de um mantra de tristeza, era um estudo do que se passava comigo.
Agora podia repetir conscientemente, usando provas e tudo mais que, sim, eu sou um medíocre.
sábado, 8 de fevereiro de 2020
Especial Dia Comum
Nosso dia de nascimento é um evento tradicional e universal. Porém, em oposição a outras comemorações universais - carnaval, natal, páscoa -, é individual e não coletivo. Em que sentido individual? No que não movimenta milhões de pessoas pela mesma causa, no caso, pela mesma pessoa. Cada humano é um motivo diferente para comemorar.
E nesse momento, agora, há uma infinidade de pessoas entoando o "parabéns pra você", hino que sela o envelhecer na jornada da vida. Imagino a maldição que seria para alguém não ouvir essa canção. Nunca envelhecer, ficar parado no tempo? Cruzes!
Mas apesar de ser o grand finale, não é o ápice do nosso dia especial e escolhido por deus. O climax se reserva às demonstrações de que somos especiais na vida de alguém( nem que seja por um dia).
E qual poderia ser a maneira primordial para expressar que existe alguém que você lembra e considera? Um presente.
Calma, abraços, beijos e companhias são gestos que adocicam a vida de qualquer um, mas o mandamento é claro e não permite interpretações: o presentear é, sem questionamentos, o recheio de chocolate da vida. É a cereja do bolo. É o bife no arroz e feijão. É o TODO.
E a que cenário isso nos conduz:
Todo dia alguém precisa ser lembrado, mimado, admirado. Isso movimenta um número de X de pessoas a precisar, nem que seja num nível extremamente simples, COMPRAR algo a alguém. Todo dia alguém gasta 1, 2, 30, 500 reais a mais para poder deixar um sorriso no rosto de um sapiens especial.
Questiono-me, logo, essa data não passa de mais uma convenção do mercado para que sempre precisemos gastar mais? Eu digo que sim.
E digo mais, é diabolicamente perfeito: se alguém nasce, um dia esse alguém precisará de um presente, e outrem precisará gastar.
Pode parecer uma conclusão boba, entretanto não existe nada bobo nos mecanismos para mover capital.
Vejamos a coca-cola, umas das mais conhecidas marcas e mais universal que o cristianismo.
Após anos exercendo enorme poder na mente de gerações por que gastar tanto em advertising? Não precisaria de TANTO, você pode dizer. Mas a empresa sabe que um dia sem um bom ads pode significar um dia, no futuro(100, 200 anos, whatever), sem que alguém beba coca.
Não sei se há precisão nesse exemplo, mas a ideia é que ninguém que tenha o objetivo de movimentar capital toma uma decisão por acaso.
Mas qual a origem da comemoração e quem primeiro designou? Essas respostas eu não tenho. Escrevo aqui apenas com o coração(ui!). Mas será uma pesquisa interessante e que com certeza farei.
Quero salientar que isso não é um manifesto de nenhuma natureza contra ou a favor de nada. É apenas um exercício de curiosidade e, em certo nível, reflexão.
Ora, todos gostamos de presentes.
E o aniversário é a desculpa perfeita para tê-los. Não é o dia em que deus lhe deu a vida, é o dia em que deus lhe deu a oportunidade vitalicia de ganhar presentes. E presente vale mais que vida, por favor, né.
Bom, nesse instante terei que entrar em contradição. Percebo agora que fiz esse rodeio todo para criticar uma determinada coisa. Então, eu tenho algo, não diria pra estar contra, mas para julgar.
Sentir-se especial é o que ser nenhuma jamais negaria. E tenho que dar o braço a torcer. A vida pode e será dura. Então, talvez, as datas que servem para dar alegria e esperança tenham importancia na vida, tenham um lugar essencial. Apesar de seu valor ser predominantemente comercial.
Ter um dia pra chamar de seu é forte. Há alguém que ganha um up na perseverança de viver por causa de dias assim, "especiais". Não posso negar que tenha importância.
Mas, ter várias pessoas atreladas emocionalmente não pode impedir um "estudo", uma crítica e uma "reflexão". Pois senão, eu nunca debateria sobre cristianismo.
E blá, blá, vida não tem graça sem questionar.
Estou cansando, serei direto.
Colocar importância e significância demasiada em coisas externas é uma atitude nociva.
Você depender de coisas degradáveis para ter ou manter uma vida feliz é como depender de um teto de gelo para não cair de 100 metros, ou seja, pode e um dia vai cair. E se cair o que restará para você? Absolutamente nada.
Depender de datas, pessoas, presentes, coisas... é o que define um coração pobre(ui, muito poetico).
A plenitude vem de dentro pra fora, se sua cabeça desmorana caso fique sem coisas que podem acabar, como você vai lidar quando esse dia chegar?
(*)
No final das contas é A GENTE que torna as coisas dolorosas por dar importância demais. A culpa é NOSSA.
Aniversário é legal e tal, mas é um dia como qualquer outro. Colocar ele num pedestal só faz a queda, caso aconteça, ser ainda pior.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Texto Para Minha Morte
A morte nunca vai te afetar, você só sofre algo enquanto está vivo. Saca a ideia?
Quando ela chega, você se vai. Logo, a morte só é um problema pra quem fica, eles é que vão ter que lidar com a ausência de alguém.
Tenha medo de ficar tetraplégico, em estado vegetativo movendo só um olho, de ter uma grave doença sem cura que vai te destruindo aos poucos.
Foque em tentar viver com paz e saúde.
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