Sim, neguei mesmo desejando ficar com ela(conto com detalhes depois, se quiserem). Vou falar agora sobre um caso que é semelhante e ao mesmo tempo diferente desse.
Diferente por ser com alguém que me encanta pra além do contato físico, além do toque.
E semelhante porque o "abrir mão" vem da mesma fonte de desgosto: insegurança, medo, desânimo.
Com as aulas congeladas por causa dessa degustação de apocalipse, meu irmão me arruma um trabalho na empresa dele. O tempo passa, o trabalho é proveitoso. Como esperado, o ensino remoto é aprovado, vou precisar me ausentar em certos dias do serviço que exerço. Rapidamente uma pessoa substituta é encontrada, fico com a tarefa de treina-la.
Então eu a conheço, uma moça solteira que me chama atenção e que aparenta ser alguém que seria legal tentar dividir mais que conhecimento do trabalho.
Daí começa o meu simples problema: não quero tentar, não sei tentar e nem tenho animo pra correr e aprender a tentar.
E isso é o estopim que faz renascer lembranças de tudo que fugi por causa de insegurança. Não só oportunidades amorosas, mas também de trabalho, de estudo, de amizade, de saúde.
É só uma moça e eu só queria pelo menos tentar tentar. Mas por que eu faria isso? Por que se eu nem tenho apreço por mim. Se mesmo sabendo as areas que preciso trabalhar para me sentir melhor, continuo fazendo pouco, as vezes quase nada.
Para aumentar a festa melancolica da minha cabeça, pessoas próximas que "têm" o que eu não "consigo" ter se tornam manequins de vitrine para que eu possa me comparar com eles e me abater um pouquinho mais(não muito).
Sei que elas são humanos normais que cagam, peidam, mijam e sentem dor igual a mim. Mas elas estão, em certo ponto, "vivendo" mais que eu.
É, muitas aspas. Fazer o que...